O desenvolvimento do “ciberespaço” do Pierre Levy
em seu livro Cibercultura é orientado por três princípios essenciais: interconexão,
comunidades virtuais e inteligência coletiva que são interdependentes
e condicionantes.
A interconexão acontece através de
recursos mecânicos, máquinas, redes (internet) ou teias(web), o que promove a
interação das pessoas de diversas culturas sem a necessidade de sair do lugar.
Em relação as comunidades virtuais, podem
ser consideradas o meio de possibilidades e é construída de
interesses em comum, de conhecimentos, um processo de cooperação ou de troca,
tudo isso acontece independente das proximidades geográficas. Exemplo disso é
presença massiva de pessoas nas redes sociais, Facebook, blogs, Twitter, que
compartilham de interesses e conteúdos em comum, fazendo com que a informação
seja disseminada entre comunidades lugares diversificados,
estreitando laços para uma comunicação espontânea.
A inteligência coletiva seria uma
forma do homem pensar e compartilhar seus conhecimentos com outras pessoas,
utilizando recursos mecânicos como a internet e dos próprios usuários que
produzem e publicam seu conhecimento para que outras pessoas tenham acesso.
Exemplo disso é a Wikipedia, um site escrito de maneira colaborativa com o
intuito de engajar pessoas para coletar e desenvolver conteúdo.
Pode-se notar que a
inteligência coletiva é o que move as comunidades virtuais, transmissão de
informação com os sentimentos e emoções relativos ao conteúdo que está sendo
compartilhado entre as pessoas. Para Levy, a inteligência coletiva é a
distribuição do conhecimento entre todos os indivíduos, não estando restrita a
poucos privilegiados. Não há ninguém que seja descartável neste cenário, o
saber está na humanidade e qualquer individuo pode oferecer conhecimento, por
essa razão, o autor afirma que a inteligência coletiva deve ser valorizada.
Bastando apenas a necessidade de encontrar o contexto em que o saber do
indivíduo pode ser considerado valioso e importante para o desenvolvimento de
um determinado grupo.
O autor ainda lembra que a cibercultura possui uma
imensa variedade de gêneros artísticos. Um aspecto importante é a interação e a
possibilidade de colaboração entre artistas engenheiros no desenvolvimento de
uma obra, espécie de construção coletiva. Mesmo se o autor e a gravação forem
relegados a segundo plano é possível uma grande arte do virtual.
A música popular no passado era produzida e consumida
somente localmente. Com as novas plataformas digitais de música, é possível
compartilhar batidas, sons, toques que podem ser acessados por outros artistas
e ser produzida uma nova música e torná-la um sucesso mundial. A música tecno,
com suas inovações e fórmulas dinâmicas, é um exemplo do universal sem
totalidade que define a essência da cibercultura.
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